This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
Yesterday, a company for which I provide professional marketing consulting services held an online “meeting” with all the active freelancers. The focus was to address some pending work-related matters concerning a political campaign, and logically, the tactic of corporate vote buying was one of the “agenda items” mentioned. However, the whole topic is always approached with great caution (almost like walking through a minefield) because this is a very serious legal offense.

This type of vote buying is not always one of the most discreet, but the larger (and more well-known in the market) a company is, the more refined the method of buying votes in favor of a particular party or more specific candidate becomes. I need to say that this year, this company for which I work sporadically gave a very interesting speech about political vision, to the point that it did not necessarily have to be separated from the topics common to the projects.
In fact, the topics are similar because they are part of the same block. On the other hand, you only had to pay a little more attention to the details to realize that the famous vote buying carried out by large companies is a reality that is still widely common (whether in large cities or small towns). At yesterday's meeting, the effort to gain the team's political support was so great that they even hired some motivational coaches to move all of us.
At some specific moments, I confess that I had to hide my laughter as much as I could (I even had to pretend that my internet connection had dropped when I could no longer stand such hypocrisy disguised as a defense of rights, because although the speech was quite eloquent... everything seemed like a bad joke). In Brazil, vote buying remains one of the biggest electoral crimes in our constitution... However, it is still treated as a “frivolous” crime (to say the very least).

It’s not just about literally offering money to buy a vote; it’s often about placing a portion of employees (especially those who are formally registered on the books) inside a kind of “bubble of fear”, where the orders of the big bosses must be obeyed (even though this is almost always done at different levels). It’s a practice just as dirty as the politicians who are part of the system itself. The harmful cycle simply repeats itself, systematically.
Con permiso, ¿puedo comprar tu voto?
Ayer, una empresa para la cual presto servicios profesionales de consultoría en marketing, hizo una “reunión” en línea con todos los freelancers activos. El foco era tratar algunos asuntos pendientes de trabajo sobre una campaña política, y lógicamente, la táctica de la compra corporativa de votos fue una de las “pautas” mencionadas. Sin embargo, el tema siempre se aborda con bastante cautela (casi como caminar sobre un campo minado) porque eso es una infracción legal bastante grave.
Este tipo de compra de votos no siempre es de las más discretas, pero cuanto más grande (y conocida en el mercado) sea una empresa, más refinado es el método de compra de votos a favor de un determinado partido o candidato más específico. Necesito decir que este año, esta empresa para la cual trabajo esporádicamente hizo un discurso sobre visión política bastante interesante, hasta el punto de no tener que ser necesariamente separado de las pautas comunes a los proyectos.
De hecho, los temas son similares porque forman parte de un mismo bloque. Por otro lado, solo había que prestar un poco más de atención a los detalles para darse cuenta de que la famosa compra de votos hecha por grandes empresas es una realidad que todavía es ampliamente común (ya sea en las ciudades grandes o en las ciudades pequeñas). En la reunión de ayer, el esfuerzo por conseguir el apoyo político del equipo fue tanto, que incluso contrataron a algunos coaches motivacionales para conmovernos a todos.
En algunos momentos específicos, confieso que necesité esconder la risa tanto como pude (incluso tuve que fingir que se había caído la conexión a internet cuando ya no pude soportar tanta hipocresía disfrazada de defensa de derechos, porque a pesar de que el discurso era bastante elocuente... todo parecía una broma de mal gusto). En Brasil, la compra de votos se mantiene como uno de los mayores delitos electorales de nuestra constitución... Pero, todavía es tratada como un delito “leve” (por decir lo menos).
No se trata solo de literalmente ofrecer dinero para comprar un voto; se trata muchas veces, de colocar a una parte de los empleados (en especial, aquellos que están formalmente registrados en nómina) dentro de una especie de “campana de miedo”, donde las órdenes de los grandes jefes deben ser obligatoriamente acatadas (aunque esto casi siempre se haga en diferentes ámbitos). Es una práctica tan sucia como los políticos que forman parte del propio sistema. El ciclo dañino simplemente se repite, sistemáticamente.
Com licença, eu posso comprar o seu voto?
Ontem, uma empresa para a qual presto serviços profissionais de consultoria em marketing, fez uma “reunião” on-line com todos os freelancers ativos. O foco era tratar de alguns assuntos pendentes de trabalho sobre uma campanha política, e logicamente, a tática da compra de votos corporativa foi uma das “pautas” mencionadas. No entanto, o tema sempre é abordado com bastante cautela (quase como pisar num campo minado) porque isso é uma infração legal bem grave.
Esse tipo de compra de voto nem sempre é um dos mais discretos, mas quanto maior (e mais conhecida no mercado) uma empresa for, mais refinado é o método da compra de votos a favor de um determinado partido ou candidato mais específico. Eu preciso dizer que esse ano, essa empresa para a qual eu trabalho esporadicamente fez um discurso sobre visão política bem interessante, a ponto de não ter que ser necessariamente separado das pautas comuns aos projetos.
De fato, os temas são semelhantes porque fazem parte de um mesmo bloco. Por outro, era só prestar um pouco mais de atenção aos detalhes para perceber que a famosa compra de votos feita por grandes empresas é uma realidade que ainda é amplamente comum (seja nas cidades grandes ou cidades pequenas). Na reunião de ontem, o esforço para ter o apoio político da equipe foi tanto, que eles até contrataram alguns coaches motivacionais para comover a todos nós.
Em alguns momentos específicos, eu confesso que precisei esconder o riso o máximo que eu pude (precisei até fingir a queda da conexão da internet quando não pude mais suportar tamanha hipocrisia disfarçada de defesa de direitos, porque apesar do discurso ser bem eloquente... tudo parecia uma piada de mal gosto). No Brasil, a compra de voto se mantém como um dos maiores crimes eleitorais da nossa constituição... Mas ainda é tratado como um crime “leviano” (para dizer o mínimo).
Não se trata apenas sobre literalmente oferecer dinheiro para comprar um voto; se trata muitas vezes, de colocar uma parcela de funcionários (em especial, aqueles que são formalmente registrados em carteira) dentro de uma espécie de “redoma de medo”, onde as ordens dos grandes chefes precisam ser obrigatoriamente acatadas (ainda que isso quase sempre seja feito em diferentes esferas). É uma prática tão suja quanto os políticos que fazem parte do próprio sistema. O ciclo danoso apenas se repete, sistematicamente.
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