Provavelmente, o povo brasileiro é o mais miscigenado de toda a população mundial. Há meio século, o Brasil recebe europeus, africanos, asiáticos e latinos dos mais diversos países, que se somam à população nativa e miscigenada que já habita o país.
Particularmente, considero a diversidade étnica e cultural como uma das inúmeras riquezas do Brasil. E, apesar dos problemas sociais que sempre assolaram o país, também é um dos melhores lugares para se viver, motivo pelo qual tantos imigrantes se estabeleceram por aqui.
No entanto, por conta desses problemas sociais e econômicos, alguns brasileiros tendem a se identificarem mais com a sua ascendência do que com a sua própria nacionalidade.
Obviamente, nenhum europeu reconhece um descendente nascido em outro país como um deles. Por isso, causa tanta estranheza quando um brasileiro tenta se passar por outra nacionalidade. A menos que, de fato, tenha imigrado e adotado outra nacionalidade.
Recentemente, com o advento das redes sociais, o modo de vida e o pensamento de muitos descendentes de europeus se tornou uma atração e rende boas risadas.
É claro que a preservação da cultura e das tradições dos antepassados é muito bem-vinda, mas tem um pessoal passando da conta. Como é o caso do bebê alemão de Pomerode, Santa Catarina.
Na tentativa de brincar com as características físicas do seu bebê, a mãe catarinense acaba produzindo um vídeo mais polêmico e constrangedor do que engraçado.
Soa tão estranho quanto se um casal brasileiro, de origem oriental e ancestrais de países diferentes, ensinasse como fazer um bebê chinês. Ou se um casal brasileiro descendente de antepassados de países africanos diferentes mostrasse como fazer um bebê nigeriano.
Apesar do orgulho da mãe brasileira, descendente de alemães, o pai do bebê é de família de ascendentes poloneses. Com relação à cor dos olhos, do cabelo e da pele, um bebê com essas características poderia ter praticamente qualquer nacionalidade.
No fim das contas, a nacionalidade que mais combina com a família é justamente a brasileira, onde todas as etnias e culturas se encontram.