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The social legacy of an electoral process.

This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

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Agência Brasil

The presidential elections here in Brazil have come to an end after a showdown in the second round. Luis Inácio Lula da Silva was running against Flávio Bolsonaro. The final result of the electronic ballots led to the re-election of the political left representative. Lula will serve his fourth term, becoming the first president to be elected in a second-round presidential race after being defeated in the first round. This fact is historic.

Historically speaking, these electoral periods are usually strongly marked by the disclosure of different types of scandals involving (directly or indirectly) their candidates. This year was no different. However, there was a significant increase in the immersion of scandals; which, by the way, are still completely unresolved (and it is very likely that, legally, they will remain so for a long time before being properly judged).

The country now has "a new" president; but he will need to fight to assert his authority in the face of a group opposed to his ideologies, which today, across the various political spheres involving other sectors (such as senators and deputies), formed a considerable majority in this complex political chessboard. Outside of this scope, the social legacy is seen as a polarized chapter because Brazilian society still seems very divided after this.

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CNN Brasil

Amidst this entire period of electoral campaigns, people have lost even more respect for one another. Of course, I can't generalize this situation, but the feeling of disunity is even stronger after all the events that have happened in the past few months. The lack of empathy is another important point, as well as the legally guarantyd right to express (and propagate) all ideas, which has been "swallowed" by maneuvers involving big techs.

Socially speaking, it is also essential to remember how many families and groups of friends have been torn apart (even if for a brief period of time); simply because they think differently in their choices. On the other hand, it is quite difficult to understand how some people choose to defend ideologies that are clearly bad for common sense; just as it is difficult to respect these same people again (some of whom are part of our closest circle).

I prefer to believe in a better country from now on, but I can no longer nurture that idea as much as I should, precisely because of everything I have seen happen (especially during this most recent electoral period). The political race is over, but the damage left by a part of the nation that still doesn't know how to exercise the right to democracy is long-term (and some, perhaps, are simply irreparable depending on each unique context).


El legado social de un proceso electoral.

Las elecciones presidenciales aquí en Brasil llegaron a su fin después de un enfrentamiento en la segunda vuelta. Luis Inácio Lula da Silva estaba disputando contra Flávio Bolsonaro. El resultado final de las urnas electrónicas hizo que el representante de la izquierda política fuera entonces reelegido. Lula ejercerá su cuarto mandato, convirtiéndose en el primer presidente en ser elegido en una carrera presidencial de segunda vuelta tras haber sido derrotado en la primera vuelta. Este hecho es histórico.

Históricamente hablando, estos períodos electorales suelen estar fuertemente marcados por la divulgación de diferentes tipos de escándalos que involucran (directa o indirectamente) a sus candidatos. Este año no fue diferente. Sin embargo, hubo un expresivo aumento en la inmersión de los escándalos; que por cierto, aún continúan totalmente abiertos (y es muy probable que, jurídicamente, ellos aún continúen así por un largo tiempo antes de ser debidamente juzgados).

El país ahora tiene "un nuevo" presidente; pero que necesitará luchar para hacer valer su autoridad frente a un grupo contrario a sus ideologías que, hoy, ante las diversas esferas políticas que involucran otros sectores (como senadores y diputados), fueron una mayoría considerable en este complejo tablero político. Fuera de este ámbito, el legado social es visto como un capítulo polarizado, porque la sociedad brasileña parece estar aún muy dividida después de eso.

En medio de todo este período de campañas electorales, las personas han perdido aún más el respeto unas con otras. Es claro que no puedo generalizar esta situación, pero el sentimiento de desunión es aún más fuerte después de todos los eventos que han ocurrido en estos últimos meses. La falta de empatía es otro punto importante, así como el derecho garantizado por ley para expresar (y propagar) todas las ideas que fue "engullido" por maniobras involucrando a las big techs.

Hablando socialmente, también es esencial recordar cuántas familias y grupos de amigos se han deshecho (aunque sea por un breve período de tiempo); solo por el simple hecho de pensar diferente en sus elecciones. Por otro lado, es muy difícil entender cómo algunas personas eligen defender ideologías que son claramente malas para el sentido común; así como es difícil volver a respetar a esas mismas personas (algunas formando parte de nuestro círculo más cercano).

Prefiero creer en un país mejor de hoy en adelante, pero ya no puedo alimentar esa idea tanto como debería, precisamente debido a todo lo que ya he visto suceder (especialmente durante este período electoral más reciente). La carrera política ha terminado, pero los estragos dejados por una parte de la nación que aún no sabe cómo ejercer el derecho a la democracia son a largo plazo (y algunos, tal vez sean simplemente irreparables dependiendo de cada contexto único).


O legado social de um processo eleitoral.

As eleições presidenciais aqui no Brasil chegaram ao seu final depois de um embate no segundo turno. Luís Inácio Lula da Silva estava disputando contra Flávio Bolsonaro. O resultado final das urnas eletrônicas fez com que o representante da esquerda política fosse então reeleito. Lula exercerá o seu quarto mandato, se tornando o primeiro presidente a ser eleito numa corrida presidencial de segundo turno tendo sido derrotado ainda no primeiro turno. Esse fato é histórico.

Historicamente falando, esses períodos eleitorais costumam ser fortemente marcados pelas divulgações de diferentes tipos de escândalos envolvendo (direta ou indiretamente) os seus candidatos. Este ano não foi diferente. Porém, houve um expressivo aumento na imersão dos escândalos; que por sinal, ainda continuam totalmente em abertos (e é muito provável que, juridicamente, eles ainda continuem assim por um longo tempo antes de serem devidamente julgados).

O país agora tem “um novo” presidente; mas que precisará lutar para fazer valer à sua autoridade diante de um grupo contrário às suas ideologias que, hoje, diante das diversas esferas políticas envolvendo outros setores (como senadores e deputados), foram uma maioria considerável nesse complexo tabuleiro político. Fora desse âmbito, o legado social é visto como um capítulo polarizado, porque a sociedade brasileira parece estar ainda muito dividida depois disso.

Em meio a todo esse período de campanhas eleitorais, as pessoas perderam ainda mais o respeito umas com as outras. É claro que eu não posso generalizar essa situação, mas o sentimento de desunião é ainda mais forte depois de todos os eventos que aconteceram nesses últimos meses. A falta de empatia é outro ponto importante, assim como o direito garantido por lei para expressar (e propagar) todas as ideias que foi “engolido” por manobras envolvendo as big techs.

Socialmente falando, também é essencial lembrar quantas famílias e grupos de amigos foram desfeitos (ainda que por um breve período de tempo); apenas pelo simples fato de pensarem diferente em suas escolhas. Por outro lado, é bem difícil entender como algumas pessoas escolhem defender ideologias que são nitidamente ruins para o senso comum; assim como é difícil voltar a respeitar essas mesmas pessoas (algumas fazendo parte do nosso convívio mais próximo).

Prefiro acreditar em um país melhor de hoje por diante, mas eu não consigo mais alimentar essa ideia tanto quanto eu deveria, justamente em razão de tudo que já vi acontecer (em especial durante esse período eleitoral mais recente). A corrida política acabou, mas os estragos deixados por uma parte da nação que ainda não sabe como exercer o direito a democracia são de longo prazo (e alguns, talvez sejam simplesmente irreparáveis a depender de cada contexto único).

Posted via HiveSuite

Comments · 2

  • @ana101321(56)· 1h

    Thank you for sharing this balanced and honest perspective. It’s easy to get lost in the noise of the results, but you’ve highlighted what truly matters: the human cost of polarization. The fact that families and friends have been torn apart over political choices is a tragedy that will take time to heal. However, I agree with your desire to believe in a better country. Healing won't happen overnight, and it won't come from the top down alone; it will start with individuals choosing empathy over being 'right,' and choosing conversation over cancellation. Posts like this are a necessary step in that direction.

  • This post was curated by @hive-br team!

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