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Movie

I'm Still Here (2024 film)

2024

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The history was made. We burst the bubble.@wiseagent474d
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3 more reviews

  1. "I'm Still Here", a national commotion.@wiseagent478d

    This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

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    Victoria Film Festival

    After 25 years, Brazil gets a place in the Oscars spotlight again. More specifically, three places. The movie I'm Still Here got nominations for Best Film, Best International Film and Best Actress. A feat that materializes as something that had never been done by Brazilian cinema until then. The movie's central plan is a very horrendous period in Brazilian history, the dictatorship (which in this case, is shown through the eyes of a single family).

    Walter Salles is the director behind the project, and here, he once again delivers excellent work. The deep level of the plot touches the audience's sensitivity, who are easily moved by the story being told on screen, and which becomes even more exciting because it was based on real events. Fernanda Torres plays Eunice Paiva, a housewife who needs to reinvent herself to deal with the murder of her husband, Rubens... by agents of the dictatorship.

    There is a very efficient mix between personal drama and political drama. Something very well thought out, written, staged and executed (by an incredible cast). Never before in the history of Brazilian cinema, has a movie managed to be as prominent as this one, and the Brazilian people have embraced this project in a surreal way. Support has been practically unanimous, and has brought together many people... Of different faiths, races, colors, political sides and social classes.

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    PlatôBR

    Walter Salles directing Fernanda Torres in a very emotional scene.

    Even the country's economy has been positively affected by this cinematographic feat (which, regardless of a victory or not, is already making a real splash). The Oscars broadcast will take place during Carnival (which is one of the most powerful cultural events in the world), and many entrepreneurs who work with services (such as bars and restaurants) have prepared themselves to take advantage of this moment... Which will certainly be profitable.

    Around the world, the movie is gaining more and more recognition and this can easily be seen by the numerous awards that this project has already won. A minimalist work recreating the city of Rio de Janeiro in the 70s, and which also has an extremely deep historical basis, capable of showing the younger generation the horror that happened during the military dictatorship (at least part of it) and reviving this memory in the older generation.

    The movie is still showing in theaters, and to date, it has grossed more than US$ 27 million worldwide (which is incredible for a Brazilian movie), attracting more than 4 million viewers to theaters. A revival not only for the movie industry (which has needed this for years), but for the history of a country that makes art one of its main pillars (even if the government itself doesn’t see it that way). This is being pretty incredible!

    [ OFFICIAL TRAILER ]


    “Aún estoy aquí”, una conmoción nacional.

    Después de 25 años, Brasil vuelve a tener un lugar en el foco de los Oscar. Más concretamente, tres lugares. La película Aún estoy aqui obtuvo nominaciones a Mejor Película, Mejor Película Internacional y Mejor Actriz. Una hazaña que se materializa como algo nunca antes realizado por el cine brasileño. El plan central de la película es un período muy horrendo de la historia brasileña, la dictadura (que en este caso, se muestra a través de los ojos de una sola familia).

    Walter Salles es el director detrás del proyecto y aquí, una vez más, realiza un excelente trabajo. El nivel profundo de la trama toca la sensibilidad del público, que se conmueve fácilmente con la historia que se cuenta en la pantalla, y que se vuelve aún más emocionante porque está basada en hechos reales. Fernanda Torres interpreta a Eunice Paiva, una ama de casa que necesita reinventarse para afrontar el asesinato de su marido, Rubens... a manos de agentes de la dictadura.

    Hay una mezcla muy eficiente entre drama personal y drama político. Algo muy bien pensado, escrito, escenificado y ejecutado (por un elenco increíble). Nunca antes en la historia del cine brasileño una película logró ser tan destacada como ésta, y el pueblo brasileño ha acogido este proyecto de una manera surrealista. El apoyo ha sido prácticamente unánime, y ha unido a muchas personas... De diferentes credos, razas, colores, bandos políticos y clases sociales.

    Incluso la economía del país se ha visto afectada positivamente por esta hazaña cinematográfica (que, independientemente de una victoria o no, ya está causando un gran revuelo). La retransmisión de los Oscar se realizará durante el Carnaval (que es uno de los eventos culturales más potentes del mundo), y muchos empresarios que trabajan con servicios (como bares y restaurantes) se han preparado para aprovechar este momento... Que sin duda será rentable.

    En todo el mundo, la película está ganando cada vez más reconocimiento y esto se puede comprobar por los numerosos premios que este proyecto ya ha ganado. Una obra minimalista que recrea la ciudad de Río de Janeiro en los años 70, y que además tiene una base histórica muy profunda, capaz de mostrar a las generaciones más jóvenes el horror ocurrido durante la dictadura militar (al menos parte de ella) y revivir esta memoria en las generaciones mayores.

    La película todavía se exhibe en los cines y, hasta la fecha, ha recaudado más de 27 millones de dólares en todo el mundo (lo cual es increíble para una película brasileña), atrayendo a más de 4 millones de espectadores a las salas. Un renacimiento no sólo para la industria cinematográfica (que lo necesita desde hace años), sino para la historia de un país que hace del arte uno de sus principales pilares (aunque el propio gobierno no lo vea así). ¡Esto está siendo bastante increíble!


    ”Ainda Estou Aqui”, uma comoção nacional.

    Após 25 anos, o Brasil consegue um lugar sob os holofotes do Oscar novamente. Mais especificamente, três lugares. O filme Ainda Estou Aqui conseguiu indicações a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Um feito que se materializa como algo que nunca havia sido feito pelo cinema brasileiro até então. O filme tem como plano central um período bem horrendo da história brasileira, a ditadura (que neste caso, é mostrada sob os olhos de uma única família).

    Walter Salles é o diretor por trás do projeto, e aqui, ele mais uma vez entrega um excelente trabalho. O nível profundo da trama toca a sensibilidade do público, que facilmente se emociona com a estória que está sendo contada na tela, e que se torna ainda mais emocionante porque foi algo baseado em fatos reais. Fernanda Torres vive Eunice Paiva, uma dona de casa que precisa se reinventar para lidar com o assassinato do seu marido, Rubens... Por agentes da ditadura.

    Há uma mistura muito eficiente entre drama pessoal e drama político. Algo muito bem pensando, escrito, encenado e executado (por um elenco que aliás, é incrível). Nunca antes na história do cinema brasileiro, um filme conseguiu estar tão em evidência quanto este, e o povo brasileiro tem abraçado este projeto de uma maneira surreal. O apoio tem sido praticamente unânime, e tem unido muitas pessoas... De diferentes credos, raças, cores, lados políticos e classe sociais.

    Até mesmo a economia do país tem sido positivamente afetada por este feito cinematográfico (que independente de uma vitória ou não, já está fazendo um verdadeiro barulho). A transmissão do Oscar vai acontecer durante o Carnaval (que é uma das manifestações culturais mais poderosas do mundo), e muitos empresários que trabalham com serviços (como os bares e restaurantes) tem se preparado para aproveitar esse momento... Que certamente será algo rentável.

    Ao redor do mundo, o filme vem ganhando cada vez mais reconhecimento e isso pode ser facilmente constatado pelos inúmeros prêmios que esse projeto já ganhou. Um trabalho minimalista ao recriar a cidade do Rio de Janeiro da década de 70, e que também tem uma base histórica extremamente profunda, capaz de mostrar a geração mais nova, o horror que aconteceu durante a ditadura militar (ao menos uma parte dela) e reavivar essa memória na geração mais antiga.

    O filme ainda segue em exibição nos cinemas, e até o momento, já arrecadou mais de US$ 27 milhões mundialmente (o que é incrível para um filme brasileiro), atraindo mais de 4 milhões de telespectadores para os cinemas. Um revival não apenas para a indústria cinematográfica (que há anos precisava disso), mas para a história de um país que faz da arte um dos seus principais pilares (ainda que o próprio governo não o veja dessa forma). Isso está sendo bem incrível!

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  2. “I'm Still Here”: Brazil doing its best (again).@wiseagent578d

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    O Dia

    It had been years since I had the pleasure of going to a movie theater to watch a Brazilian movie the way I enjoyed the most recent national movie production. Last week I watched I'm Still Here (to find out what it's about and what I thought of the movie, click here and read my review) and I'm still impacted by the incredibly spectacular result of such a well-produced project, so personal, so relevant and meaningful.

    Exactly twelve days ago in Brazilian cinemas (the premiere took place on the 7th of this month), the movie has already managed to bring over 1 million people to cinemas (in a large one in Brazil) so far, and there is a great projection for even greater numbers. In addition to being a success with the public, the movie is also a success among specialized critics, and the movie's box office continues to be very satisfactory by the standards of Brazilian movies.

    No less important than previous achievements, this Brazilian production is fighting to be nominated in no less than eight categories at the next edition of the Oscars, showing how much everyone involved (and here I am referring precisely to the big studios) is surprising with the reach that the movie is achieving at international festivals (where it won important victories for some of them). The success was more than deserved.

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    CineBuzz

    Far beyond its artistic reach (which in itself is its greatest achievement), the movie has also been bothering the political side of the country, more precisely the more conservative side (which is the right-wing side). There is a kind of boycott going on, and those behind this action are profiles of people who are conservative (and who probably support the return of the military dictatorship under pretexts of organization and social justice). Fortunately, the movie only keeps getting better and better. Apparently, the more the opposing side talks bad about the movie, the more successful it is (I love this type of reverse effect).

    Brazilian cinema specializes in producing dramatic productions, and I'm Still Here is a very clear example of all this, and which proves the national excellence of our dramaturgy. As a deep admirer of this art, I am extremely happy to see a Brazilian movie achieve so many feats in such a short time. I feel very proud to be part (indirectly) of all this, and I hope the movie gets all the awards possible. I hope to be able to watch more movies with this high technical level of production, with excellent direction, script and acting.


    “Im Still Here”: Brasil haciendo lo mejor que puede (de nuevo).

    Hacía años que no tenía el placer de ir a una sala de cine a ver una película brasileña como disfrutaba de la más reciente producción cinematográfica nacional. La semana pasada vi I'm Still Here (para saber de qué se trata y qué pensé de la película, haga clic aqui y lea mi reseña) y todavía estoy impactado por el resultado increíblemente espectacular de un proyecto tan bien producido. tan personal, tan relevante y significativo.

    Hace exactamente doce días en los cines brasileños (el estreno tuvo lugar el 7 de este mes), la película ya logró atraer a más de 1 millón de personas a las salas de cine (en una grande en Brasil) hasta el momento, y hay una gran proyección. para números aún mayores. Además de ser un éxito de público, la película también lo es entre la crítica especializada, y la taquilla sigue siendo muy satisfactoria para los estándares del cine brasileño.

    No menos importante que logros anteriores, esta producción brasileña lucha por ser nominada en nada menos que ocho categorías en la próxima edición de los Oscar, demostrando hasta qué punto todos los involucrados (y aquí me refiero precisamente a los grandes estudios) sorprenden con la alcance que la película está alcanzando en festivales internacionales (donde obtuvo importantes victorias para algunos de ellos). El éxito fue más que merecido.

    Mucho más allá de su alcance artístico (que en sí mismo es su mayor logro), la película también ha estado molestando al lado político del país, más precisamente al lado más conservador (que es el lado de derecha). Hay una especie de boicot y quienes están detrás de esta acción son perfiles de personas conservadoras (y que probablemente apoyan el regreso de la dictadura militar bajo pretextos de organización y justicia social). Afortunadamente, la película sigue mejorando cada vez más. Aparentemente, cuanto más habla mal el bando contrario de la película, más éxito tiene (me encanta este tipo de efecto inverso).

    El cine brasileño se especializa en producir producciones dramáticas, y I’m Still Here es un ejemplo muy claro de todo eso, y que demuestra la excelencia nacional de nuestra dramaturgia. Como profundo admirador de esta arte, estoy muy feliz de ver que una película brasileña logra tantas hazañas en tan poco tiempo. Me siento muy orgulloso de ser parte (indirectamente) de todo esto, y espero que la película obtenga todos los premios posibles. Espero poder ver más películas con este alto nivel técnico de producción, con excelente dirección, guión y actuación.


    “Ainda Estou Aqui”: Brasil fazendo o seu melhor (de novo).

    Já fazia anos que eu não tinha o prazer de ter ido a uma sala de cinema para prestigiar um filme brasileiro da maneira como eu prestigiei a mais recente produção cinematográfica nacional. Na semana passada eu assisti Ainda Estou Aqui (para saber sobre o que se trata e o que eu achei do filme, clique aqui e leia o meu review) e eu ainda estou impactado com o resultado incrivelmente espetacular de um projeto tão bem produzido, tão pessoal, tão relevante e significativo.

    Há exatos doze dias nos cinemas brasileiros (a estreia aconteceu no último dia 07 deste mês), o filme já conseguiu levar para as salas de cinema (em uma grande do território brasileiro) mais 1 milhão de pessoas até este momento, e existe uma ótima projeção para números ainda maiores. Além do sucesso de público, o filme também é um sucesso entre os críticos especializados, e a bilheteria do filme continua sendo muito satisfatória para os padrões dos filmes brasileiros.

    Não menos importante do que os feitos anteriores, esta produção brasileira está brigando para conseguir ser indicada em nada menos do que oito categorias na próxima edição do Oscar, mostrando o quanto todos os envolvidos (e aqui eu me refiro precisamente aos grandes estúdios) estão se surpreendendo com o alcance que o filme está conseguindo ter nos festivais internacionais (onde saiu com importantes vitórias de alguns deles). O sucesso mais do que merecido.

    Muito além do alcance artístico (que por si só já é o seu maior feito), o filme também vem incomodando o lado político do país, mais precisamente o lado mais conservador (que é o lado da direita). Há uma espécie de boicote acontecendo, e quem está por trás dessa ação são perfis de pessoas que são conservadoras (e que provavelmente apoiam o retorno da ditadura militar sob pretextos de organização e justiça social). Felizmente o filme só vem melhorando cada vez mais. Ao que parece, quanto mais o lado opositor fala mal do filme mais sucesso ele faz (eu adoro esse tipo de efeito reverso).

    O cinema brasileiro é especialista em fazer produções dramáticas, e Ainda Estou Aqui é um exemplo muito claro sobre tudo isso, e que comprova a excelência nacional da nossa dramaturgia. Enquanto um admirador profundo dessa arte, eu fico extremamente feliz em ver um filme brasileiro conseguir realizar tantos feitos em tão pouco tempo. Me sinto muito orgulhoso em fazer parte (indiretamente) de tudo isso, e espero que o filme consiga todos os prêmios possíveis. Eu espero poder assistir mais filmes com esse alto nível técnico de produção, com excelente direção, roteiro e atuações.

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  3. MOVIE REVIEW: “I’m Still Here” (2024)@wiseagent583d

    This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

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    IMDb

    Synopsis: During the unscrupulous and unforgivable era of the military dictatorship, the life of the Paiva family changes completely after their patriarch (Rubens) is mysteriously removed from his own home under very suspicious motives and never returns. In the face of this event, the matriarch (Eunice) needs to find a way to move forward.

    Rio de Janeiro. 1971. Military Dictatorship. Inspired by the book (which is an autobiographical novel) written by Marcelo Rubens Paiva (son of Rubens and Eunice Paiva), the script for this movie is something sublime in all its layers. Being based on real events, the project takes on a more immersive proportion due to the very nature of its sad story, full of the most horrendous chapters promoted by the armed forces of a country that should protect society, and not oppress everything and everyone who opposed it. they. A very exciting and, at the same time, brutal cinematographic work.

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    IMDb

    The story begins in a very cozy way, with the classic presentation of a happy family living their happy moments, where new memories are created (whether through photos, videos or even life as it is... that is, in its most natural spontaneity) for the memories of future generations. However, the atmosphere of the movie changes completely when one of the pillars is inadvertently removed from this family construction, shaking the foundations of all its members. The tone of the movie embraces the opaque, dark color and psychologically morbid aspect.

    Amid the most different types of feelings that are humanly capable of being felt by any human being (among them: revolt, frustration, impunity and many others)... The movie places at the top of this entire “moral pyramid” the appreciation of family in any type of relationship, considering life as a whole. There is a certain emotional linearity here, which is skillfully constructed within an approach that builds very well all the paths it takes, until it manages to shock the audience with its most terrifying, rotten and inhumane moments.

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    Agência Brasil - EBC

    There are specific moments when it is almost impossible to believe that certain situations really were something so everyday during the time of the military dictatorship. Worse than that, is realizing that there are still many people who agree or even wish for the return of this period of darkness (a totally sad chapter that represents a vile part of this modern Brazilian society) under the pretext of “social reform” and “maintaining” freedom of expression or the search for a better and safer life. In the movie, this whole deconstruction of the perfect society is very obvious.

    The dictatorial period is a big stain on the construction of Brazilian democracy, but the movie is not about that, but rather, about how it ended up impacting the lives of an entire family (extending the complications of the acts to some other dramatic nuclei that in themselves ended up creating other mutual complications). When Rubens disappears, Eunice needs to learn to deal with it, at the same time as she needs to find a way to reinvent herself to take care of not only herself, but also all of her children. A courageous, touching and inspiring journey.

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    Revista O Grito!

    Bring it back the horrors of such a painful time (and which to this day leaves an extremely bitter taste in those who know how bad it all was) was an exquisite work by screenwriters Murilo Hauser, Heitor Lorega and Marcelo Rubens Paiva. The trio was very perceptive in choosing the facts taken from the book, making a bold adaptation, relevant to everything it sets out to do and emotionally dramatic on very deep levels. Under the direction of the competent (and already well-known) Walter Salles (who here delivers one of the best works of his career so far), the movie is excellent.

    By far, it is possible to notice (without needing to make so much effort) that this is a financially expensive project by Brazilian standards. All of this is reflected in the technical quality of the material, which despite a few mistakes (such as some moments related to sound design in certain scenes), is something well above the average of what is normally done in terms of cinema here in Brazil. The main highlight is the construction and reconstruction of period scenes, which evoke great nostalgia fueled by a flood of good memories, but also bad memories.

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    LGN in Northern BC

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    The Hollywood Reporter

    Led by Fernanda Torres, Selton Mello and Fernanda Montenegro, the entire cast delivers good performances (I even make an “honorable” mention to the children's and adolescent cast, which usually doesn't deliver a range of good performances in Brazilian movies in a general), even the supporting actors and actresses. However, it is more than obvious that Torres steals the show as Eunice, building a strong, true character, which she conveys with the strength of her body expression, her facial expressions and deep gazes... An attenuated pain.

    At the other end, Mello (although with much less screen time than Torres), builds Rubens with a simple truth, but no less impactful. The way he naturalizes his actions are the basis for building the beginning of the movie, and without doing this, nothing that comes next would have the impact it ends up having. Finally (but not by far of the slightest importance given the chronological order of the facts), Montenegro's “silent” presence (even if for a few minutes) ends up being something quite deafening because her figure on the screen has a “titanic” weight within of the entire narrative.

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    Collider

    It's been years since I had the pleasure of being able to watch such a significant and relevant Brazilian movie in theaters. I'm Still Here is one of those cinematographic works that mark the identity of a country, and in this case, that reflects on the need to not let such an important subject fall into oblivion. In the search for justice and liberation (in this case, from the ghosts of the past), Eunice Paiva is an example of resistance, which has already inspired, and I believe still inspires, many people to fight for what they believe is right. Democracy and Freedom... For everyone!

    [ OFFICIAL TRAILER ]


    CRÍTICA DE PELÍCULA: “I’m Still Here” (2024)

    Sinopsis: Durante la inescrupulosa e imperdonable época de la dictadura militar, la vida de la familia Paiva cambia por completo después de que su patriarca (Rubens) es misteriosamente sacado de su propia casa por motivos muy sospechosos y nunca regresa. Ante este suceso, la matriarca (Eunice) necesita encontrar la manera de salir adelante.

    Río de Janeiro. 1971. Dictadura Militar. Inspirado en el libro (que es una novela autobiográfica) escrito por Marcelo Rubens Paiva (hijo de Rubens y Eunice Paiva), el guión de esta película es algo sublime en todas sus capas. Al estar basado en hechos reales, el proyecto adquiere una proporción más inmersiva por la propia naturaleza de su triste historia, repleta de los capítulos más horrendos promovidos por las fuerzas armadas de un país que debe proteger a la sociedad, y no oprimir a todo y a todos los que se opusieron. Una obra cinematográfica muy apasionante y, al mismo tiempo, brutal.

    La historia comienza de una manera muy acogedora, con la clásica presentación de una familia feliz viviendo sus momentos felices, donde se crean nuevos recuerdos (ya sea a través de fotos, videos o incluso la vida tal como es... es decir, en su espontaneidad más natural). ) para la memoria de las generaciones futuras. Sin embargo, la atmósfera de la película cambia por completo cuando uno de los pilares es removido sin querer de esta construcción familiar, sacudiendo los cimientos de todos sus integrantes. El tono de la película abarca el color opaco, oscuro y el aspecto psicológicamente morboso.

    En medio de los más diversos tipos de sentimientos humanamente capaces de ser sentidos por cualquier ser humano (entre ellos: revuelta, frustración, impunidad y muchos otros)... La película sitúa en la cúspide de toda esta “pirámide moral” la apreciación de familia en cualquier tipo de relación, considerando la vida en su conjunto. Hay aquí una cierta linealidad emocional, que se construye hábilmente dentro de un planteamiento que construye muy bien todos los caminos que toma, hasta lograr impactar al público con sus momentos más terroríficos, podridos e inhumanos.

    Hay momentos puntuales en los que resulta casi imposible creer que ciertas situaciones realmente fueran algo tan cotidiano durante la época de la dictadura militar. Peor que eso, es darse cuenta de que todavía hay muchas personas que están de acuerdo o incluso desean el regreso de este período de oscuridad (un capítulo totalmente triste que representa una parte vil de esta sociedad brasileña moderna) bajo el pretexto de la “reforma social” y “mantener” la libertad de expresión o la búsqueda de una vida mejor y más segura. En la película, toda esta deconstrucción de la sociedad perfecta es muy obvia.

    El período dictatorial es una gran mancha en la construcción de la democracia brasileña, pero la película no trata de eso, sino de cómo terminó impactando la vida de toda una familia (extendiendo las complicaciones de los hechos a algunos otros núcleos dramáticos que por sí mismos terminaron creando otras complicaciones mutuas). Cuando Rubens desaparece, Eunice necesita aprender a lidiar con ello, al mismo tiempo que necesita encontrar una manera de reinventarse para cuidar no sólo de ella misma, sino también de todos sus hijos. Un viaje valiente, conmovedor e inspirador.

    Recrear los horrores de una época tan dolorosa (y que hasta el día de hoy deja un sabor sumamente amargo en quienes saben lo malo que fue todo) fue un trabajo exquisito de los guionistas Murilo Hauser, Heitor Lorega y Marcelo Rubens Paiva. El trío fue muy perspicaz a la hora de elegir los hechos extraídos del libro, realizando una adaptación audaz, relevante para todo lo que se propone y emocionalmente dramática en niveles muy profundos. Bajo la dirección del competente (y ya conocido) Walter Salles (que nos entrega aquí uno de los mejores trabajos de su carrera hasta el momento), la película es excelente.

    Desde lejos, es posible ver (sin necesidad de hacer tanto esfuerzo) que se trate de un proyecto financieramente costoso para los estándares brasileños. Todo esto se refleja en la calidad técnica del material, que a pesar de algunos errores (como algunos momentos relacionados con el diseño de sonido en ciertas escenas), está algo muy por encima del promedio de lo que normalmente se hace en términos de cine aquí en Brasil. Lo más destacado es la construcción y reconstrucción de escenas de época, que evocan una gran nostalgia alimentada por una avalancha de buenos recuerdos, pero también de malos recuerdos.

    Liderados por Fernanda Torres, Selton Mello y Fernanda Montenegro, todo el elenco ofrece buenas actuaciones (incluso hago una mención “honorable” al elenco infantil y juvenil, que no suele tener un buen desempeño en el cine brasileño en general), incluso los actores y actrices secundarios. Sin embargo, es más que evidente que Torres se roba el protagonismo como Eunice, construyendo un personaje fuerte y verdadero, que transmite con la fuerza de su expresión corporal, sus expresiones faciales y sus miradas profundas... Un dolor atenuado.

    En el otro extremo, Mello (aunque con mucho menos tiempo en pantalla que Torres), construye a Rubens con una verdad simple, pero no menos impactante. La forma en que naturaliza sus acciones es la base para construir el inicio de la película, y sin ello, nada de lo que viene a continuación tendría el impacto que termina teniendo. Finalmente (pero sin la más mínima importancia dado el orden cronológico de los hechos), la presencia “silenciosa” de Montenegro (aunque sea por unos minutos) termina siendo algo bastante ensordecedor porque su figura en la pantalla tiene un peso “titánico”. dentro de toda la narrativa.

    Hace años que no tengo el placer de poder ver en los cines una película brasileña tan significativa y relevante. I'm Still Here es una de esas obras cinematográficas que marcan la identidad de un país y, en este caso, reflexiona sobre la necesidad de no dejar que un tema tan importante caiga en el olvido. En la búsqueda de justicia y liberación (en este caso, de los fantasmas del pasado), Eunice Paiva es un ejemplo de resistencia, que ya ha inspirado, y creo que todavía inspira, a muchas personas a luchar por lo que creen que es correcto. Democracia y Libertad... ¡Para todos!


    CRÍTICA DE FILME: “Ainda Estou Aqui” (2024)

    Sinopse: Durante a inescrupulosa e imperdoável época da ditadura militar, a vida da família Paiva muda completamente após o seu patriarca (Rubens) ser misteriosamente retirado da própria casa sob motivações muito suspeitas e não mais retornar. Em face desse acontecimento, a matriarca (Eunice) precisa encontrar uma maneira de seguir adiante.

    Rio de Janeiro. 1971. Ditadura Militar. Inspirado no livro (que é um romance autobiográfico) escrito por Marcelo Rubens Paiva (filho de Rubens e Eunice Paiva), o roteiro deste filme é algo sublime em todas as suas camadas. Sendo baseado em fatos reais, o projeto assume uma proporção mais imersiva pela própria natureza de sua triste história, repleta dos mais horrendos capítulos promovidos pelas forças armadas de um país que deveria proteger a sociedade, e não oprimir a tudo e todos que se opusessem a elas. Um trabalho cinematográfico muito emocionante, e ao mesmo tempo, brutal.

    A estória começa de uma maneira muito aconchegante, com a apresentação clássica de uma família feliz vivendo seus momentos alegres, onde novas memórias são criadas (seja através de fotos, de vídeos ou até mesmo da vida como ela é... ou seja, em sua espontaneidade mais natural) para as lembranças de futuras gerações. No entanto, a atmosfera do filme muda por completo quando um dos pilares é inadvertidamente removido dessa construção familiar, abalando os alicerces de todos os seus integrantes. O tom do filme abraça a cor opaca, escura e aspecto psicologicamente mórbido.

    Em meio aos mais diferentes tipos de sentimentos que são humanamente capazes de serem sentidos por qualquer ser humano (dentre eles: revolta, frustração, impunidade e tantos outros)... O filme coloca no topo de toda essa “pirâmide moral” a valorização da família em qualquer tipo de relacionamento, considerando à vida como um todo. Há uma certa linearidade emocional aqui, que é habilmente construída dentro de uma abordagem que constrói muito bem todos os caminhos que percorre, até conseguir chocar o público com os seus momentos mais aterradores, podres e desumanos.

    Há momentos específicos em que é quase impossível acreditar que certas situações realmente eram algo tão cotidiano durante a época da ditadura militar. Pior do que isso, é perceber em que ainda existem muitas pessoas que concordam ou que até desejam a volta desse período de trevas (um capítulo totalmente triste que representa uma parte vil dessa sociedade brasileira moderna) sob o pretexto de uma “reforma social” e “manutenção” da liberdade de expressão ou da busca por uma vida melhor e mais segura. No filme, fica muito óbvio toda essa desconstrução da sociedade perfeita.

    O período ditatorial é uma grande mancha na construção da democracia brasileira, mas o filme não é sobre isso, mas sim, sobre como isso acabou impactando à vida de toda uma família (estendendo as complicações dos atos para alguns outros núcleos dramáticos que por si só acabaram criando outras complicações mútuas). Quando Rubens desaparece, Eunice precisa aprender a lidar com isso, ao mesmo tempo em que precisa encontrar uma maneira de reinventar a ela mesma para cuidar não apenas dela, mas também de todos os seus filhos. Uma jornada corajosa, tocante e inspiradora.

    Recriar os horrores de uma época tão dolorosa (e que até hoje deixa um gosto extremamente amargo em quem sabe o quanto tudo aquilo foi ruim) foi um trabalho primoroso dos roteiristas Murilo Hauser, Heitor Lorega e Marcelo Rubens Paiva. O trio foi muito perspicaz na escolha dos fatos retirados do livro, fazendo uma adaptação ousada, relevante com tudo o que se propõe a fazer e emocionalmente dramática em níveis bem profundos. Sob a direção do competente (e já conhecido) Walter Salles (que aqui entrega um dos melhores trabalhos de sua carreira até então), o filme é excelente.

    De longe, é possível notar (sem precisar fazer tanto esforço) que se trata de um projeto financeiramente caro para os padrões brasileiros. Tudo isso fica refletido na qualidade técnica do material, que apesar de alguns poucos deslizes (como alguns momentos relacionados a sonoplastia em determinadas cenas), é algo muito acima da média do que normalmente se faz em termos de cinema aqui no Brasil. O grande destaque fica para a construção e reconstrução de cenários de época, que evocam grande nostalgia alimentada por uma inundação de lembranças boas, mas também por lembranças ruins.

    Liderados por Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro, o elenco inteiro entrega boas performances (eu até faço uma menção “honrosa” ao elenco infanto-juvenil e adolescente, que normalmente não costuma entregar uma gama de boas atuações em filmes brasileiros de um modo geral), até mesmo os atores e atrizes coadjuvantes. Porém, é mais do que óbvio que Torres rouba a cena na pele de Eunice, construindo uma personagem forte, verdadeira, e que transmite com a força da sua expressão corporal, dos seus semblantes faciais e olhares profundos... Uma dor atenuada.

    Na outra ponta, Mello (ainda que com bem menos de tela do que Torres), constrói Rubens com uma verdade simples, mas nem por isso menos impactante. O jeito como ele naturaliza suas ações são a base para construir o início do filme, e sem fazer isso, nada do que vem a seguir teria o impacto que acaba tendo. Por fim (mas nem de longe com a menor importância pela ordem cronológica dos fatos), a presença “silenciosa” de Montenegro (ainda que por poucos minutos) acaba sendo algo bastante ensurdecedor porque a figura dela na tela tem um peso “titânico” dentro de toda narrativa.

    Há anos eu não tinha o prazer de conseguir assistir a um filme brasileiro tão significativo e relevante nos cinemas. Ainda Estou Aqui é um daqueles trabalhos cinematográficos que marcam a identidade de um país, e neste caso, que reflete sobre a necessidade de não deixar um assunto tão importante cair no esquecimento. Na busca por justiça e libertação (neste caso, dos próprios fantasmas do passado), Eunice Paiva é um exemplo de resistência, que já inspirou e acredito que ainda inspira, muitas pessoas a lutarem pelo que elas acreditam ser certo. Democracia e Liberdade... Para todos!

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